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Como a Neuropicaretagem e outras Enganações afetam você

Em qualquer corrida ao ouro, aqueles que mais ganham são sempre os que vendem as picaretas. (Autor Desconhecido)

Neuropicaretagem.  O que é isso? Vamos descobrir juntos?

Você tem três segundos para se lembrar de três marcas que são muito pirateadas. Pronto. O que elas têm em comum? Como a falsificação afeta a sua vida e a de muitas pessoas que importam para você?


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Como a Neuropicaretagem e outras Enganações afetam você?

  1. As marcas mais falsificadas possuem em comum o grande apelo mercadológico. São desejadas, às vezes caras e dependem de investimentos milionários em pesquisa e desenvolvimento – P&D, marketing e pessoal especializado;
  2. As falsificações são apenas aparentes, por mais que se aproximem do original, a qualidade não se aproxima, as relações de mercado e de trabalho são duvidosas e às vezes ligadas a outros crimes;
  3. Por mais “bem feita” a cópia continua sendo uma cópia ilegal, que pode esconder muito mais perigo do que aparenta.

Como isso afeta a sua vida e das pessoas que importam para você?

No caso de marcas de produtos, talvez aparentemente não muito. Mas, e se for um medicamento, um tratamento ou um treinamento que lide com o cérebro e a mente dessas pessoas? Você se importa, certo?

Neurociências e suas influências nos avanços da humanidade

As Neurociências, no plural, porque englobam uma série de disciplinas que vão do estudo das células do sistema nervoso até o desenvolvimento de próteses e equipamentos altamente sofisticados.

O neuromarketing e a neuroeconomia são as áreas nas quais há mais apelo popular. Nestas áreas há muito estudo de consumo e de tomada de decisões. Os experimentos são bem instigantes e mesmo atraentes ao leigo por sua objetividade, como o Eye Tracking.

Você sabia que é possível mapear, rastrear para que parte você mais olha para um rótulo de produto no supermercado? Para um carro, um cartaz, um site e diversas outras coisas e que isso tem a ver com sua decisão de consumo?

Isso ocorre sem sua vontade consciente e racional. É uma escolha emocional que pode estar baseada numa cor, no design ou outro atributo que nem você saberia explicar racionalmente.

Com base nesses dados, que mostram as áreas do cérebro mais ativadas durante a interação, é possível definir se isso tem a ver com sua estratégia de tomada de decisão e ajudar as empresas a criarem estratégias mais afinadas com seus gostos genuínos.

neuropicaretagem. A imagem mostra como os experimentos em neuromarketing podem ser importantes...
No supermercado, na concessionária, na sua interação com cartazes e sites é possível definir o que mais atrai sua atenção…

Estes estudos possibilitam desenvolver estratégias cada vez mais assertivas, tanto em termos de marketing, quanto de design e funcionalidade de produtos, comunicação, etc.

Portanto, as neurociências são, por natureza uma área multidisciplinar na qual uma ciência faz inter-relações com outras para desenvolver estudos, equipamentos, medicamentos, próteses e métodos de aprendizagem, por exemplo.

 

Neurociências: encantamento cerebral

A questão e: porque muita gente e empresas estão colocando o prefixo “neuro” em praticamente tudo?

Porque de uns 20 anos para cá as neurociências evoluíram e ganharam notoriedade em diversas áreas do conhecimento. O cérebro é uma área que atrai o apelo popular por seus mistérios e singularidades.

Daí a grande possibilidade de picaretagem e enganação, ou seja, a neuropicaretagem. Isso porque a simplificação que é mostrada e às vezes alardeada, esconde os bastidores que envolvem questões complexas como a função de cada área do cérebro que é ativada em cada parte do processo.

Os neuropicaretas se apegam exatamente na parte da simplificação para venderem seus milagres.

O que não significa que tudo que começa com “neuro” seja picaretagem, enganação ou neuropicaretagem.

O princípio é o mesmo de marcas famosas e produtos de alto valor. Como as neurociências estão em alta, associar qualquer coisa ao nome neuro pode representar ganhos, visibilidade e pegar a credibilidade emprestada, mesmo na surdina, como o fazem os falsificadores de quase tudo.

Na edição de 29 de janeiro o jornal Folha de São Paulo publicou um caderno especial sobre as neurociências e uma das manchetes foi exatamente Neuropicaretagem. O neurocientista Sidarta Ribeiro, do Instituto do Cérebro, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, falou ao jornal sobre a febre do neuroqualquercoisa.

Segundo Sidarta o que acontece é que o tema é nivelado para baixo. É comum vermos publicações, principalmente nas redes sociais, como “veja os truques da neurociência para emagrecer”. Ora, não há truques em neurociências. Ha truques de quem vende gato por lebre usando o nome das neurociências e fazendo neuropicaretagem.


Neurosexo e Orgamos Mentais, você se habilita?

Este subtítulo, retirado da Internet, demonstra a ousadia dos que se aproveitam do termo “neuro” para inseri-lo antes de qualquer coisa. Faça uma busca e descubra o quanto há de neuro por aí.

Apesar da grande difusão das neurociências não há uma quantidade significativa de cursos na área.  Não existe nenhum curso de graduação em neurociências, mas sim pós graduações, nos níveis de especialização, mestrado e doutorado.

Na mesma edição do caderno especial da Folha há uma lista de cursos envolvendo neurociências ofertados por instituições conhecidas. Não tenho a menor ideia porque os cursos de especialização, mestrado e doutorado, da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG não tenham sido mencionados.

Sou neurocientista pela UFMG e recentemente fiz parte da criação do grupo NeuroFaces, derivado da união da Faculdade de Ciências Exatas – FACE com o Programa de Neurociências, o que abriu uma nova, ampla e importante área de pesquisa em neurociências e ciências sociais.

A mídia precisa de audiência. Veja as manchetes com ceticismo

Como lhe disse anteriormente, é comum vermos manchetes como esta: “Cientistas criam equipamento que lê a mente”. Ao ler o texto você descobre que não é bem assim. Isso seria picaretagem, enganação? Não posso afirmar, mas que parece, parece.


Como separar o joio do trigo e evitar a neuropicaretagem

As neurociências abrangem áreas importantes da saúde, como a neurofamacologia, a neurorobótica. Na educação e no aprendizado há muitos avanços. Muito cuidado com promessas milagrosas nestas áreas. Pois quando a esmola é muita o santo desconfia.

A primeira coisa a observar é que os falsos neurocientistas não apresentam fontes, não dizem em que instituição estudaram, não colocam links de suas referências e não possuem argumentos minimamente sustentáveis para suas afirmações.

Mas daí dizer que tudo que não é de um laboratório acadêmico não seja confiável pode ficar também muito próximo da neuropicaretagem. Os grandes avanços de aplicação de diversas descobertas científicas, não somente das neurociências, têm origem em empresas privadas.

O neurromarketing e a neuroeconomia estão bem avançados e com empresas sérias atuando nestes segmentos. A Fundação Getúlio Vargas criou seu laboratório de neuromarketing e o que é feito lá é muito bem pago. Portanto, discordo de Sidarta quando ele usa o critérios de pago ser pago e EaD como picaretagem.

 

Tem gago que canta e quando fala você duvida que ouviu

Na área de neurolinguística, que é ciência que estuda as relações entre a estrutura do cérebro humano e a capacidade linguística, com atenção especial à aquisição da linguagem e aos distúrbios da linguagem, há muitos avanços. Portanto, até Sidarta escorrega na neuro quando afirma que nesta área tem muita picaretagem.

As neurociências estão no bojo das tecnologias avançadas, negar que é possível fazer uso de tecnologia remota como as do EaD é o mesmo que negar trabalhos como os de Miguel Nicolelis, um dos neurocientistas mais famosos do mundo,  que utiliza a Internet para suas pesquisas. Isso, além de outros pesquisadores que já conseguem fazer cirurgias via rede.

Como dizia Nelson rodrigues dos Santos, toda generalização é burra.

Precisamos combater a neuropicaretagem até mesmo como mecanismo de segurança. Mas, é preciso muito cuidado nesta hora também.

Veja o exemplo do Watson, da IBM. É preciso conhecimentos multidisciplinares, incluindo neurociências, para que uma máquina fale como um humano, tome decisões e substitua pessoas em tarefas como telemarketing.

Mas isso não significa que esta máquina pense, ela é programada para fazer bem uma tarefa em que criatividade, flexibilidade e inovação não são exigidas. Isso é um atributo humano, por muito tempo, insubstituível.

Portanto, fique atento ao que parece ser neurociências, mas é neuropicaretagem.

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