Crianças Problema

Crianças Problema – Você Sabe Como Lidar com Elas?

10/07/2015 Corporativo, Cotidiano Nenhum comentário

Criança Problema. De quem é o problema?

Em fevereiro de 1996 escrevi um artigo com o título “As boas intenções paternas” no jornal Expressão do Pensamento. A temática era sobre as chamadas “crianças problema.” Este texto é uma adaptação daquele artigo, com um olhar mais abrangente, de modo que os comportamentos e as intenções que os motivam possam passar pelo crivo de uma análise mais cuidadosa.

Depois de ler este artigo você aumentará suas capacidades de lidar com qualquer tipo de criança, aprenderá alguns conceitos da PNL – Programação Neurolinguística e poderá ficar do lado da solução e não do problema das crianças problema.


Para saber mais sobre o Que é PNL, acesse este link


Crianças Problema. Uma herança dos pais?

O estilo de educação que os pais escolhem para seus filhos depende de vários fatores, um destes é a estrutura familiar desses pais. As escolhas nem sempre são conscientes. Um pai que foi educado através da “psicologia popular”, (castigos, surras e agressões verbais) tem, gravado no seu inconsciente, aprendizados que pode se manifestam através de comportamentos “lobo em pele de cordeiro”. Que é quando a intenção positiva dos pais é anulada pelo comportamento inadequado ao resultado pretendido.

Por exemplo, um pai que diz ao filho: “Você nunca será alguém na vida se não tomar jeito”. Pode estar bem intencionado em relação ao sucesso futuro do filho, mas um desastre em termos de atitude. O mesmo vale para castigos físicos acompanhados de “estou fazendo isso para seu bem e porque te amo  muito”.

No mundo corporativo não é diferente. As gerações de líderes modernos, abundante na literatura. Mas, uma raridade na prática. Tendem a “resgatar” comportamentos não recomendáveis das gerações anteriores. Em ambos os casos as intenções podem ser boas e os comportamentos destrutivos. Será que muitos dos problemas nas empresas não são herdados das crianças problema?

Como lidar com isso – identificando o problema?

O primeiro passo é se perguntar que tipo de experiência mental frases como as dos exemplos acima geram na mente das crianças. Como ela (e isso depende da idade, do nível de conhecimento e do vocabulário ativo da criança) imaginará a cena? Que tipo de futuro os sentimentos gerados no contexto presente moldarão para esta criança?

O que é para uma criança ouvir “Você não será alguém na vida” e “tomar jeito”? Que alguém, jeito de quê? A segunda frase tem dois fatores importantes na formação desta criança: Apanhar é bom ou bater é demonstração de amor.

Todos nós nutrimos expectativas sobre as pessoas que nos cercam. Filhos, amigos, chefes, subordinados, colegas de trabalho, a pessoa amada, etc. Em nossa mente estas expectativas são reais. Mas, em nossas palavras nem sempre geram o que imaginamos.

As expectativas são, em nossa mente (Modelo Mental), um desenho e, às vezes, um projeto detalhado daquilo que gostaríamos que cada pessoa fosse para nós. O problema é quando passamos a operar no mundo como se ele fosse, de fato, nosso modelo mental. Não é. Se isso o desaponta, você tem mais um problema.

O segundo passo é aprender como separar a intenção (educar) da ação (agredir) verbal ou fisicamente.

Transferir a responsabilidade para a criança é o maior problema. Pais e escolas que dizem ter crianças problema certamente não estão preparados para identificar o real problema.

Como erros de comunicação viram erros de educação?

O relacionamento interpessoal é uma das mais exigidas habilidades comportamentais. Para que eu me comunique bem com quem quer que seja, primeiro devo organizar minhas interações internas, minha comunicação comigo mesmo, meus pensamentos, diálogos internos, expectativas, etc.

Depois posso, com base na qualidade dessa organização, emitir comunicação e relacionamento com os outros e, claro, e receber feedbacks, que são os resultados gerados por minha comunicação. Na PNL há um pressuposto que diz: “Os resultados de sua comunicação são os resultados gerados por ela”.

As organizações são o reflexo do que aspira a sociedade da qual elas fazem parte. Crianças problema de hoje podem ser os problemáticos chefes de amanhã.

O paradoxo no mercado de Trabalho

Olhando para o mercado de trabalho podemos imaginar que existe um paradoxo no qual se exige das pessoas que sejam competitivas. Mas, no entanto, sendo sociáveis e humanas. As pessoas, por sua vez, pressionadas por esse pseudo paradoxo se veem noutro, o da qualidade de vida versus mais pressão, estresse e conflitos.

Esses paradoxos se formam porque a comunicação e os relacionamentos, não raramente, são baseados em intenções e exercidos através de comportamentos.

Quando um pai aplicava um corretivo no filho, utilizando-se da famosa varinha de marmelo, estava, na verdade, “educando o filho para a vida”. Normalmente, suas falas, durante o ritual, explicam suas boas intenções ”Não mexa nas coisas dos outros”, “nunca minta”, “estude e seja responsável, por isso não cabule aulas”, etc.

No universo das relações sociais e profissionais, a frase “não foi minha intenção tal coisa” é outro revelador das intenções. Já acompanhei uma demissão com essa justificativa: “minha intenção ao dispensá-lo é para que você amadureça profissionalmente”.

Note que há duas coisas distintas acontecendo, e não estou entrando no mérito da questão do conteúdo ser ou não ser verdadeiro. O que pretendo demonstrar é que existem duas realidades nesse processo:

a) a Intenção.

b) o Comportamento.

No caso do pai a) = forjar um bom caráter no filho e b) o comportamento de espancá-lo. “a” é a intenção positiva e “b” é o comportamento destrutivo.

Por isso o ditado “De bons intencionados o inferno está cheiro.” É, inteligente e metaforicamente, correto. As boas intenções sem as respectivas ações levam muitos ao fogo dos infernos. E isso pode ser aqui mesmo na terra. Pois as relações abaladas podem arder em chamas incômodas e, claro, do ponto de vista corporativo, queimar muito dinheiro. Isso, sem falar nos desgastes que minam a produtividade de todos.

Quão frustrante deve ser para os pais verem seus filhos se tornando exatamente naquilo que temiam? Muitos dizem: “Ode foi que errei?” Eu digo, não saber expressar de forma clara as suas intenções.

Como erros de comunicação viram erros de educação?

A questão então é aprender um processo de separação, aparentemente simples, e desvincular o comportamento da intenção, manter esta e substituir o comportamento por outro mais produtivo.

Não há receitas prontas e nem dicas milagrosas para lidar com crianças problema. Mas uma das alternativas é o direcionamento. No caso do pai, dar exemplos e conversar com o filho sobre os valores que se pretende ensinar. Para adultos a coisa é mais complicada, mas também funciona.

Um dos modos mais elegantes de se fazer isso é deixando claro ao outro as suas expectativas. Como assim? Simples, eu disse que antes de nos comunicar com os outros, faz-se necessário que o façamos, e bem, conosco mesmos.

Quando eu disse que a questão é aparentemente simples, o disse por que a maioria das pessoas baseia as mudanças de comportamento nos próprios comportamentos e isso não é possível. Explico: A criança em questão é capaz de entender o que você está dizendo ou fazendo? Você conversou com ela sobre o que é certo e errado fora do contexto em que, no seu julgamento, isso aconteceu?

Outra coisa importante é que nossa comunicação verbal é altamente imprecisa. Nossas palavras não são, na experiência interna da outra pessoa, o mesmo que na nossa.

Sentenças linguísticas são apenas isso, sentenças.

O que provoca a reação do outro ou a nossa, em resposta a ele, é o significado interno que damos às palavras ouvidas. Tome como exemplo as frases “Você não será alguém na vida” ou “Te bato porque te amo muito”. Ou um adulto dizendo para o outro numa relação profissional: “Estou te demitindo para você ser acertar”

O pressuposto de quem fala é o de que quem ouve formará em sua mente a mesma representação mental que a frase dita formou na mente do emissor.

O Poder Inverso do NÃO.

O problema das crianças problema começa com o problema de comunicação dos adultos para com elas. E dos chefes também para com seus “chefiados”.

Não pense em seu pai agora! Em quem você pensou? Não pense num Camaro amarelo? Em que carro amarelo você pensou?

Pais enfurecidos são comuns quando pouco tempo depois de dizer ao filho para não fazer tal coisa pegar o danadinho fazendo exatamente aquilo.

No lugar de dizer a alguém o que você não quer que ele faça, que tal dizer exatamente o que quer que ele faça? Vamos  a dois exemplos:

  1. Não quero que brinquem em cima do sofá, porque ele está limpo. Diga isso: Brinquem em todos os lugares que quiserem e quem longe do sofá, pois quero chegar aqui e encontra-lo limpo como está.
  2. Não quero ouvir nenhuma desculpa para não baterem a meta de vendas deste mês. Que tal ser mais objetivo e dizer algo como: Quero que todos se empenhem em bater a meta de vendas deste mês. Se estiverem com problemas, falem comigo e vamos resolver juntos.

Desse modo, ao explicitar suas expectativas você deve levar em conta que uma mesma frase, uma mesma palavra, tem, com certeza, significados diferentes, na mente de pessoas diferentes. Mas é assim mesmo.

Experimente separar a intenção do comportamento, o sim do não e veja no que vai dar. Mas se quiser ficar realmente bom nisso, faça um curso de Programação Neurolinguística – PNL e descubra como gerar resultados com mais eficácia, menos estresse e pressão, utilizando-se da comunicação e do comportamento assertivo.

Uma boa viagem ao paraíso das relações interpessoais.


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4 respostas para “Crianças Problema – Você Sabe Como Lidar com Elas?”

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